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Surfe no Açude?

Buraco para a construção do 1º açude com ondas dinâmicas da América Latina está sendo cavado às margens da freeway, no Litoral norte gaúcho (Foto: Guilherme Castro)

Açude com ondas para o surfe será construído no Litoral Norte do RS

Lago artificial será atração de ‘surf camp’ em Santo Antônio da Patrulha.
‘Quem quiser pode ter um açude com ondas no quintal’, diz autor do projeto.
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Até o verão de 2015, será possível surfar ondas perfeitas de até um metro dentro de um açude no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Pelo menos essa é a promessa de dois amigos e empreendedores à frente do projeto de construção de um parque de surfe e esportes radicais no município de Santo Antônio da Patrulha.

Usando tecnologia 100% nacional, Guilherme de Castro e Pedro Rangel projetaram uma máquina capaz de gerar ondas dinâmicas, as mesmas encontradas no mar. O sistema será instalado em um lago artificial que está sendo cavado às margens da BR-290, a freeway. O açude terá o fundo móvel, que será preparado para a formação de ondas consideradas perfeitas para a prática do esporte.

Guilherme e Pedro uniram forças e vão implantar o 1º surf camp do Rio Grande do Sul (Foto: Arquivo pessoal)Guilherme e Pedro uniram forças para implantar
projeto (Foto: Rafael Ferreira/Arquivo Pessoa)

“Existem mil maneiras de gerar uma onda. Eu inventei uma. O que faz uma onda ser de formação boa não é a velocidade do deslocamento, mas a formação da bancada. Dependendo de como estiver a bancada, pode-se pegar ondas para a direita, para a esquerda, e até mesmo um tubo dentro do açude. São infinitas as variedades de bancadas que podem ser desenvolvidas com a tecnologia que estamos criando”, diz o arquiteto Guilherme de Castro, de 36 anos, autor do projeto.

Todo o projeto foi desenvolvido no município de Glorinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, com o auxílio de um software de computador que simula diferentes formas de produzir uma ondulação. Um sistema elétrico-hidráulico será o responsável pela geração das ondas. A máquina ficará em uma das pontas do açude, que terá 60 metros de comprimento por 20 metros de largura.

Segundo os idealizadores, a ondulação será criada quando módulos forem acionados, gerando o deslocamento de uma grande massa de água, uma vez por minuto. A quebra da onde dependerá do tipo de bancada escolhida. Alguns protótipos já foram desenvolvidos. A ideia também já foi patenteada e apresentada em universidades como a UFRGS e a ULBRA.

Obras do surf camp já iniciaram no Litoral Norte do Rio Grande do Sul (Foto: Guilherme Castro)Obras do surf camp já iniciaram no Litoral Norte
(Foto: Guilherme Castro/ArquivoPessoal)

“É um projeto muito interessante e promissor. É viável. Em um projeto grandioso como este, o início é sempre feito em modelo reduzido. O que foi apresentado aqui na UFGRS mostrou que é possível obter o tipo de onda desejada de acordo com o projeto. Tem tudo para dar certo. Vai funcionar, sim”, atesta a professora Edith Beatriz Camaño, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS.

Todo o maquinário está sendo construído em uma metalúrgica, que também trabalha com equipamentos de movimentação e elevação, perto do local onde está sendo cavado o açude. O lago artificial com ondas será a principal atração do OrganicWave Surf Camp, um empreendimento que terá camping, pista de skate, praia artificial e espaço para trilhas ecológicas. A escolha do local foi estratégica, às margens da principal rodovia que liga a Região Metropolitana ao Litoral Norte.

Surf camp será construído em Santo Antônio da Patrulha (Foto: reprodução )Açude com ondas será a principal atração de surf
camp no Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução )

“O mais comum são projetos de ondas estáticas, em piscinas, onde o surfista fica parado na onda. Existem açudes com ondas dinâmicas só na Europa, Estados Unidos e Japão. Com a tecnologia usada lá, segundo pesquisas que fiz, o investimento seria de R$ 5 milhões. Com a tecnologia 100% nacional que vamos usar, o custo vai ficar na casa dos R$ 200 mil”, acrescenta Pedro Rangel, sócio do empreendimento.

Guilherme e Pedro pretendem criar um ambiente seguro e controlado para a prática do esporte. Segundo a Federação Gaúcha de Surfe (FGS), cerca de 50 pessoas já morreram no litoral gaúcho desde o início dos anos 1980, enroladas em redes de pesca. Além de explorar o negócio em Santo Antônio da Patrulha, a dupla já projeta a venda da tecnologia para que outros “surf camps” sejam criados mundo afora.

“A intenção é implementar o OrganicWave Surf Camp pelo Brasil e também pelo mundo. Quem quiser, e tiver dinheiro para pagar, pode ter um açude com ondas perfeitas para o surfe até no quintal de casa”, projeta Guilherme, confiante no sucesso do empreendimento.

Fonte: G1

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